A floresta ( Parte 2 )



(...)
Já era dia claro quando voltou a si. Sentia-se no ar e muito mais quente. Ouvia uma voz familiar:
-  Não meu amor, não me faças isto, por favor! Sê forte, aguenta-te! Eu preciso de ti, mais do que qualquer coisa. Eu não posso perder-te porra! Eu amo-te !
Sentiu-se demasiado cansada para abrir os olhos ou proferir o que quer que fosse. Aquilo que acabara de ouvir era demasiado forte para poder responder ‘à altura’. Além disso devia ser apenas o sonho, ou uma espécie de boas vindas ao outro mundo. Julgava-se morta. Acabou por perder os sentidos novamente.
O rapaz esforçava-se por andar rapidamente,  como se fosse uma questão de vida ou de morte. E na verdade era. Tinha consigo, o seu bem mais precioso, a essência da sua vida e ironicamente até então nunca se tinha apercebido da verdadeira importância que ela tinha para ele próprio. Por fim conseguiu chegar à povoação. Por sorte assim que entrou na povoação passou um carro de bombeiros que ia precisamente em busca da rapariga.
- Hey ! Hey! Esperem! Ela está aqui. – gritou-lhes.
Os bombeiros ouviram, recuram e desceram rapidamente do jipe.
- Onde a encontraste?
- Na floresta. Estava perto de um riacho.
- Que dizes ?
- Depois conto-vos melhor, agora por favor reanimem-na, façam qualquer coisa!
-Sim, tens razão.
Entraram todos no jipe e dirigiram-se a sede dos bombeiros. Pelo caminho comunicaram às autoridades e aos pais da rapariga que ela já havia aparecido.
Quando chegaram aos bombeiros já tudo estava pronto para receber a rapariga. Assim que viram o jipe, os pais correram para ele.
- Onde está ela?
- Está aqui. Tenha calma, ela vai ficar bem.
O rapaz pegou novamente na rapariga ao colo e pousou-a sobre a maca.
- Minha pobre filha, está tão pálida.
- Ela vai ficar bem. – disse o rapaz agarrando-se à mãe da rapariga.
– Ela é forte. 
To be continued ...

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