Lágrimas de amor.



A esta hora estás tu ao balcão do café do costume, rodeado dos teus amigos de merda, a apanhar a cabra da semana! Não falha. É essa a tua rotina. Tens orgulho que assim seja e não fazes um mínimo esforço para mudar. Tentei abrir-te os olhos vezes sem conta. Disse inúmeras vezes que era a mulher que ia fazer de ti um Homem sério. Devia era ter estado calada. Tu és o cabrão que me ficou com o coração e depois de todo este tempo continuo à nora. Ou melhor, tudo continua a ser em função de ti. Tu estás a apanhar a cabra, eu estou aqui a pensar em ti. A tua presença incomoda-me, a tua ausência dói-me. Já houve mais pessoas depois de ti e é como se nem tivessem existido, tudo o que me lembro é de lhes dizer que não queria estar com eles porque tinha outra pessoa no coração. Tu. Foda-se, quando é que isto acaba? 

3 comentários:

  1. Gostava de não perceber tão bem mais de metade das coisas que aqui escreveste. Dói quando queremos dar o mundo a alguém e ele não deixa. Por muito cliché que soe, é verdade o que dizem sobre o tempo curar tudo. E cresce-se muito, aprendi coisas da maneira mais difícil quando me vi numa "relação" assim, mas ficaram-me e sei que assim não as esqueço.

    Força (:

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  2. «A tua presença incomoda-me, a tua ausência dói-me. (...) Foda-se, quando é que isto acaba?»
    Entendo tão bem cada palavra que nem sei... Pensava que tinha esquecido e bastou aparecer de novo e...apareceu tudo outra vez.
    Um dia ainda vai passar isto tudo de uma vez. Força minha querida! (:

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  3. É impressionante a forma como te compreendo, a forma como o que leio se aplica à minha situação!
    Nós conseguimos! Espero eu. Não aguento muito mais disto.

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